Na
vida cotidiana, os adultos estão sujeitos a situações que
podem gerar desconforto, desprazer, ou até mesmo levá-los a
graves problemas psíquicos. Com as crianças também é
assim, muitas vezes os pais fazem tentativas de resguardá-las
do perigo ou da dor, porém é inevitável cair em
dificuldades diversas, como por exemplo, um acidente de carro,
mudança de ambiente familiar, separação dos pais,
dificuldades escolares, a morte ou doença de alguém muito
querido, entre outros.
A
criança pode começar a manifestar tipos de comportamentos
que indicam que algo está errado, como insônia,
irritabilidade, apatia, choro sem um motivo aparente e outros.
Porém, a maioria dos pais hesita em pedir ajuda, preferindo
muitas vezes não acreditar que seu filho pode estar
precisando do auxílio de um profissional. Essa tendência à
espera de que o comportamento indesejável cesse, pode acabar
causando problemas ainda maiores, e em alguns casos a situação
pode chegar a se tornar muito difícil, até mesmo intolerável,
seja para os pais ou para a criança.
Certamente,
não existe necessidade de correr a um terapeuta toda vez que
houver qualquer conflito ou problema, os pais podem aprender a
ser num certo sentido “terapeutas em casa”. A terapia
infantil tem como foco principal à saúde mental da criança,
juntamente com a família onde vive, e assim o trabalho é
estendido aos pais e familiares que poderão ser ouvidos e
orientados com referência a como lidar com situações que
surgem no dia a dia.
O
melhor momento para terapia, é quando a própria criança
começa a apresentar comportamentos como os citados acima, que
expressam as suas necessidades e conflitos internos. Um
tratamento adequado nesse momento poderá ajudar a criança,
amenizando seu sofrimento e contribuindo para que se torne
mais feliz e mais saudável psiquicamente, o que no futuro se
estenderá para um adulto com equilíbrio emocional.
Viviane
Scarpelo
Psicóloga