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Psicóloga: Viviane Scarpelo

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 Morte - Abordagem para Crianças

A idéia de morte causa desconforto a muitas pessoas, provavelmente por não termos controle algum sobre ela. Não sabemos quando, como ocorrerá e o que existe após a morte. Portanto, quando os filhos questionam seus pais, ou quando acontece uma morte na família, algumas perguntas costumam vir à tona. Como tratar desse assunto? Devemos distanciar as crianças da morte para não causar sofrimento a elas? O que devemos falar que existe após a morte?

Geralmente os adultos desejam poupar as crianças do sofrimento, e assim, acabam criando uma dificuldade em lidar com a perda.  A tarefa de falar sobre a morte com as crianças, é facilitada quando o assunto é tratado com o máximo de naturalidade. Explicar que a morte faz parte da vida, é também uma forma de mostrar que esta é importante e deve ser valorizada.

Poupar as crianças do sofrimento causado pela morte pode gerar dificuldade de lidar com perdas, o que significa problemas e sofrimento ao longo de sua vida. Não devemos subjugar as crianças como se não estivessem compreendendo o que esta acontecendo.  Usar termos para explicar a morte como “ele está dormindo” pode gerar pensamentos confusos na criança, acreditando que a pessoa acordará.

Outro aspecto importante, é que cada criança frente à morte poderá agir de forma diferente, por exemplo: chorar, rir, ficar apática ou simplesmente negar, como se não existisse morte alguma. São mecanismos de defesa contra o sofrimento que o desenlace está causando.

A psicoterapia para a criança auxiliará em todo o processo psíquico de elaboração do luto. Como forma preventiva, haverá explicações e um estudo do tema, que poderá ser realizado de forma ludoterápica, conversas ou outras atividades no caso de adolescentes. Os pais terão explicações e orientação de como explorar o tema da morte com os filhos, inclusive no próprio cotidiano, o que facilitará o entendimento da criança.     

Viviane Scarpelo
Psicóloga

 

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