Este
artigo tem como objetivo alertar os pais ou responsáveis
quanto aos sintomas da criança retraída, que muitas vezes é
confundido com crianças quietas e “boazinhas”.
A
criança retraída dificilmente chega à clínica para um
trabalho terapêutico. Por não serem geradoras de problemas,
os pais raramente percebem que seus filhos estão passando por
esta dificuldade. Porém, estamos tratando de um assunto
importante e que gera sofrimento em muitas crianças.
O
que possivelmente acontece, é um retraimento para evitar
sofrimento caso demonstrem seus sentimentos. Cada ser é um
ser único e mediante suas aprendizagens e experiências, é
que chegaremos ao que motivou o retraimento, objetivando a
solução do problema. Esse retraimento, visto pela criança
como necessário para não sofrer, gera um outro sofrimento
que é sentirem-se isoladas e sozinhas.
Alguns
dos sintomas da criança retraída são: falam pouco, suas
frases são resumidas como não, sim, e o seu tom de voz é
baixo. São crianças inteligentes, porém devido seu
comportamento introspectivo, podem ser chamadas de pouco
criativas.
Existem
diferentes formas de trabalhar com as crianças retraídas,
entre elas a ludoterapia onde a criança terá seu espaço, e
brincando poderá explorar todo o seu inconsciente, entrar em
contato com seus sentimentos e aprender sobre si mesma. Todo o
trabalho será realizado conforme os limites que a criança
apresentar, aumentando gradativamente até que ela consiga
interagir normalmente, em casa, na escola e sociedade em
geral. Os pais serão orientados sobre a forma adequada para
lidarem com a situação da criança, o que colaborará para
todo processo terapêutico.
Viviane
Scarpelo
Psicóloga