Muitas
vezes os adultos costumam chamar de agressivas crianças que adotam
um comportamento direto, espontânea, dizendo que estão “pondo
para fora”, tentando atingir os outros em oposição ao que seria
conter-se. Crianças passivas, retraídas e subjugadas também estão
pondo para fora seus conteúdos, porém à sua própria maneira.
Os
adultos exigem que a criança tenha atitudes aceitáveis socialmente
e quando não gostam de algum comportamento, freqüentemente rotulam
as mesmas, sem um pensar mais profundo do porque a criança está
agindo de tal forma. Baseando-se em seus julgamentos, resume a criança
como “rebelde”, “agressiva”, “rude” ou
“desobediente”.
Alguns
pais e professores, geralmente partem do pressuposto de que existe
na criança, um distúrbio que provém de uma fonte interna específica,
algo definido dentro dela que a faz agir dessa forma. Porém, pode
ser que o meio a esteja perturbando. Ela pode estar sendo estimulada
pelo meio ambiente, e não pelas suas dificuldades internas. O que
lhe falta internamente, é a habilidade de lidar com o ambiente que
a deixa muitas vezes com raiva ou com medo.
A
criança pode estar sendo incapaz de comunicar seus verdadeiros
sentimentos de forma diferente daquela que está utilizando. Pode
ser que algo realmente possa estar trazendo sofrimentos e a mesma
esteja apenas se defendendo da dor. Muito importante nesse momento,
é o papel da psicoterapia, para haver um entendimento do que está
ocorrendo com a criança, levando-a a comportar-se de forma
agressiva, oferecendo-lhe após um breve diagnóstico, condições
de identificar e lidar com seus sentimentos.
O
tratamento consistirá em um primeiro atendimento com os pais, para
que o psicólogo possa conhecer um pouco da vida do paciente, e em
sessões separadas, haverá o atendimento à criança.
Os
pais terão um canal aberto com o psicólogo, onde serão ouvidos e
orientados, chegando a entender realmente o que está ocorrendo com
seu filho, podendo trocar os julgamentos por informações baseadas
na causa efetiva, do que esta levando seu filho a apresentar
agressividade. Entendendo o que realmente esta acontecendo, os pais
terão maiores condições para manejar algumas situações,
ajudando seu filho mais efetivamente.
Viviane
Scarpelo
Psicóloga