Para
nos relacionar, utilizamos a comunicação, seja ela verbal ou
não. Esta deveria facilitar o contato com os outros, porém o
que acontece em muitos casos é que a comunicação acaba por
atrapalhar, causando um desconforto geral. O que acontece em
muitos casos são pais desesperados que não conseguem ser
entendidos por seus filhos, e não muito raro acontece de
crianças estarem sofrendo por não serem compreendidas por
seus pais.
Estamos
aprendendo continuamente na vida e isso inclui lidar com seus
sentimentos, lidar com os sentimentos dos outros, respeitar a
si e também aos outros. Essa tarefa não é tão difícil
quanto parece, basta um pouco de disciplina e prática para se
alcançar ótimos resultados e dias mais felizes.
Vejamos
aqui algumas dificuldades dos pais com seus filhos e soluções:
Depois
de uma desobediência, por exemplo, alguns pais acham que
falando horas a fio é o ponto chave para que a criança o
escute e faça exatamente o que ele quer. Porém, a criança não
consegue pensar de forma clara e construtiva. No lugar de
perguntar, dar conselhos ou culpar a criança, é possível
dizer palavras simples ou apenas utilizar-se de expressões
como: Oh!; Hum!; Sei... A criança poderá explorar seus próprios
pensamentos e sentimentos e é provável que elabore suas próprias
soluções.
Um
outro ponto de bastante importância é ajudar seus filhos a
lidar com seus sentimentos. Dar atenção ao que estão
sentindo. Não é necessário falar. O que a criança pode
estar precisando é apenas de um silêncio compreensivo.
Outro
exemplo: A luz do quarto fica acessa e o pai culpa o filho,
mandando-o desligá-la. É difícil fazer quando ficam falando
o que há de errado com você. Concentrar-se no problema fica
mais fácil quando alguém o descreve. A solução mais
adequada poderia ser a informação de que a luz esta acessa.
No consultório as
crianças terão um espaço para falarem sobre seus
sentimentos e pensamentos, e o psicólogo estará colaborando
para que ajam novas aprendizagens. Para os pais haverá
orientações que poderão facilitar a comunicação e
entendimento do cotidiano.
Viviane
Scarpelo
Psicóloga