Delphos Instituto de Psicologia e Hipnose

Imprensa



vivianescarpelo@delphospsicologia.com.br

Psicóloga: Viviane Scarpelo

  Home  | Orientação Vocacional | Terapia Breve | Infantil | Casal | Familiar | Relaxamento | Hipnose | Consultoria  | Imprensa

Home Imprensa

Jornal Diário de São Paulo

De volta ao passado

Revista Isto É

Amor no vermelho
Entrevista com Viviane S.

Revista Pais&Filhos

Curiosidade Infantil

Revista Todo Saber

Transtornos alimentares
Drogas e Terapia Familiar
Obesidade

Revista Melhor pra Você

Assinale a opção certa
De volta às aulas

Rádio Globo

Terapia de casal
Síndrome do Ninho Vazio

Natura

Ciúme entre irmãos
Vida nova, quarto novo

Revista Materlife

Riso Solidário

Diário Web

Crianças no Divã

Jornal O Retrato

TPM

Revista Direcional Escolas

Filhos - Reflexo dos pais

Especial Direcional Escolas

Histórias Infantis

1ª Medo e Coragem
2ª Vergonha
3ª Prática da Felicidade
4ª Mentira
5ª Persistência
6ª Mudança Interior
7ª Cigarro - Vícios
8ª Desenvolvimento infantil
9ª Agricultura Orgânica
10ª Elaboração do luto

> E-mail

 
 
 
 

   Terapia Infantil
Informe-se no fone:
3266-8676

 
 
Revista Direcional Escolas

 

 Histórias que Encantam Crianças

Por Viviane Scarpelo

Na vida precisamos de disciplina, coragem e, entre outros, de persistência. Quantas vezes nos deparamos com algo que num primeiro momento parece ser difícil e que depois de um certo tempo de treino e tentativas conseguimos realizar? Assim, colocamos em prática a persistência. Talvez buscando em nossa memória, lembramos como foi difícil aprender a ler e escrever, assim como outras tarefas, e o quanto tivemos que ser persistentes! Como o vocabulário das crianças está em pleno desenvolvimento, apresentar a palavra persistência, será apenas dar nome ao que muitas já experienciaram alguma vez na vida. Persistir, tentar novamente, este é o tema desta edição, que conta a história de um homem solitário que utilizou a persistência para realizar seu grande sonho.

 Senhores professores, bem vindos à história:

A Persistência de José

 

Era uma vez uma ilha chamada Nacomê. Ela ficava bem no meio do oceano e era muito bonita. O sol a iluminava todas as manhas, havia muitos pés de coco que davam frutas deliciosas. O pôr do sol era a hora mais emocionante do dia, dizia o único habitante da ilha, chamado José.

Ele se sentia muito sozinho, e o sol era seu único e melhor amigo. Todos os dias quando o sol estava se pondo, José fazia questão de se despedir. Nessa hora, assumia o compromisso de estar o aguardando no dia seguinte. José não sabia da existência de pessoas em outros lugares do planeta. 

-         Está chegando a hora do por do sol, vou parar meus afazeres para poder visualizar essa belezura! Dizia José todo sorridente.

            Em um dos dias em que estava se deslumbrando com a beleza do por do sol, ouviu um barulho diferente e algo se mexendo próximo à ilha, era uma garrafa.

-         Nossa, olha só aquilo! Exclamou impressionado. - Vou lá pegar!

José saiu correndo pela areia e pegou a garrafa. Estava tampada com uma rolha. Olhou de um lado, olhou do outro, não havia rótulo, apenas dava para ver que tinha algo lá dentro. Então disse:

-         Humm! Estranho! Humm, o que será que tem dentro?

José estava curioso e foi logo abrindo a garrafa. Se deparou com algo incrível, fantástico, algo que nunca tinha visto, a foto de uma linda mulher.

Percebeu que existiam pessoas como ele em algum lugar. De tanto olhar a foto da linda mulher, ficou apaixonado. Pensou que não ficaria mais sozinho naquela ilha, e que iria em busca de seu amor. No dia seguinte, quando o sol apareceu no horizonte, José lhe falou:

-         Bom dia, amigão! Hoje vou navegar, navegar, vou em busca de minha amada. Preciso construir um barco para cortar mares e chegar até ela.

            O sol ouviu o que José falava de forma animada, e perguntou:

-         Você já fez um barco antes?

-         Não, mas isso é fácil.

Em seguida, já estava pegando folhas grandes dos coqueiros e amarrando uma a uma para poder navegar.

Na primeira tentativa de colocar o barco na água, uma onda foi suficiente para desmontá-lo. Jose pensou que talvez se tentasse com algo diferente... Foi até os coqueiros, pegou dezenas de troncos pesados e começou a amarrá-los. O segundo barquinho foi ao mar, mas em pouco tempo se desmontou, fazendo com que José precisasse nadar bastante até à praia novamente.

Ao chegar na areia, José sentou-se cabisbaixo e tristonho por ter falhado em suas tentativas. Pensou em desistir, e seu amigo sol perguntou:

-         José, o que foi?

-         Estou muito cansado e chateado, não vou nunca mais montar um barco na minha vida. Desisti!

O sol franziu a testa, e disse:

-         José, o que você quer dizer com isso? Na primeira tentativa você desiste? Se você quiser concretizar algo precisa ter persistência.

-         E o que é isso? Perguntou José.

O sol continuou:

-         Persistência significa: tentar novamente, conservar-se firme e constante, continuar, permanecer sem mudar ou variar o intento. Assim, você ira aprender com as tentativas, até conseguir fazer um barco resistente o suficiente para navegar até sua amada.

-         Ser persistente! Tentar novamente! Ser persistente, tentar novamente! José repetiu várias vezes a frase e sorriu para seu amigo, dizendo: - Obrigado, amigão! Serei persistente.

            José se empolgou com a tal da persistência, e foi fazendo novas tentativas, até que... De repente, surgiu uma jangada feita de pequenos troncos alinhados e amarrados um a um com bastante resistência. José foi testá-lo e gritou ao sol:

-         Persistência, persistência! Amigão, deu certo!

O sol ficou emocionado com a conquista de seu amigo e disse:

-         Vá em frente, e eu irei te acompanhando para onde tu fores.

José sorriu e continuou falando o mais alto que conseguiu:

-         Persistência minha amada, estou indo e usarei a persistência até te encontrar.

            José navegou dias e mais dias até que... - Terra a vista! Terra a vista!

José desceu do barco e avistou muitas pessoas, ficava sempre com os olhos bem abertos, assim poderia ver melhor o que nunca tinha visto antes. Revirou sua bolsa e encontrou a foto de sua amada.

Em cada lugar que passava perguntava se a conheciam, na esperança de conseguir encontrá-la. Porém, já havia procurado em muitas vilas e ninguém dava notícia da linda mulher. José já estava ficando chateado novamente, mas lembrou dos conselhos do amigo sol sobre a persistência. Tomou um fôlego e continuou sua busca. De repente, olhou para uma mercearia e lá estava ela, linda como na foto.

José correu para os braços de sua amada e lhe deu um beijo bem demorado. Ela era muito boa e amorosa, além de saber fazer um bolo de chocolate que José jamais havia experimentado. José se casou com ela, e sempre dizia na vila que a recompensa da persistência era sua felicidade. 

 Fim!

 

 Sugestão de Atividades:

O professor poderá iniciar solicitando as crianças exemplos de persistência. Com esta atividade descobrirá se as crianças entenderam o significado da palavra e se conseguem perceberem experiências parecidas em suas vidas. Algumas perguntas podem ser colocadas, como: Será que a persistência é importante na nossa vida, no dia-a-dia? Quem sabe andar de bicicleta? Vocês precisaram ser persistentes para aprender o equilíbrio necessário para um passeio? Quem já tirou uma nota ruim e teve que tentar novamente? Para ficar bom em um jogo é necessário ser persistente?  Essa ligação da história com a própria vida é que trará maiores aprendizagens para as crianças, e conforme os comentários, o professor poderá orientar seus alunos. É importante que o professor não faça comentários, deixando primeiramente os alunos pensarem, buscarem respostas e só depois fazer as colocações que considerar necessária.

A atividade de reciclagem também é indicada. O professor poderá solicitar garrafas de plástico, canudinhos, tampas, papeis, e qualquer tipo de material reciclável. Os alunos deverão fazer com estes materiais barcos, como o personagem da história. A criatividade deverá ser por conta das crianças. E o professor poderá conversar com os alunos, quando estiverem confeccionando o barquinho, ou até mesmo depois de pronto, perguntando qual foi a maior dificuldade, se precisaram ser persistentes e outras perguntas pertinentes ao tema.

Dica:

A história servirá como ponto de partida e o professor poderá dar assas a imaginação, criando diferentes formas de tratar do assunto, e estando atendo, outras questões do próprio dia a dia das crianças surgirão, o que será bom para completar ainda mais o trabalho sugerido.

 

Assuntos abordados na coleção:  

1. Tina e Tininha - tema principal: medo e coragem.

2. Gustavo – O Grande – tema principal: vergonha.

3. O Ratinho Cosme – tema principal: prática da felicidade.

4. Menino Thobias – tema principal: mentira.

5. A Persistência de José – tema principal: persistência.

6. A Formiguinha Zóz – tema principal: percepção de mundo e mudança interior.

7. Bia – E o Brinde à Saúde – tema principal: cigarro – vícios.

8. A Casa de Dik Dik – tema principal: diferentes brincadeiras para  o desenvolvimento infantil.

9. A Vaca e a Aranha – tema principal: agrotóxicos e agricultura natural.

10. João e Soneca - tema principal: elaboração do luto.

 

 

AUTORA: Viviane Scarpelo Comin. CRP: 06/75424.
Psicóloga clínica, hipnoterapeuta e orientadora vocacional. Atendimento à crianças, adolescentes, casais e família.
CONTATO:
Site:www.delphospsicologia.com.br vivianecomin@portaldelphos.com.br

 

 Texto publicado na Revista Direcional Escolas em Julho de 2006 - Edição 18.

 

Copyright © Delphos Instituto de Psicologia e Hipnose - Todos os Direitos Reservados