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Vida nova, quarto
novo
Entrevista: Viviane
Scarpelo
Seu filho cresceu? Ganhou um novo
irmãozinho? Veja o que precisa ser feito no quarto dele com essas
novidades na vida da família
O seu filho cresceu e o quarto dele precisa ser reformado. O
que fazer? É função da família a escolha da nova decoração? Ou
é preciso deixar a cargo do próprio filho esta tarefa? Para a
psicóloga Viviane Scarpelo, especialista em psicoterapia de
casa e família, a melhor maneira de proceder em um momento
como este é consultá-lo sobre o que mais gosta. "Os pais
geralmente prestam atenção no gosto do filho, mas a melhor
maneira é perguntar como ele imagina seu quarto. Não existe
uma regra de como deve ser o quarto, cada família estrutura
sua casa de forma diferente, e estes gostos individuais podem
ser respeitados", afirma Viviane.
Mudança aos
pouquinhos
A Consultora
Natura Cleusa Nunes, de Curitiba, promoveu uma troca gradual no
ambiente do quarto de sua filha mais nova, Gabriela, de 2 anos e
meio. A Gabriela tem uma irmãzinha chamada Camila, já com 9 anos.
A chegada de um novo filho também é responsável por mudanças no
ambiente do primogênito, sobretudo quando há a necessidade de
divisão do quarto. "Os irmãos podem muito bem conviver no mesmo
quarto. Esse momento pode ser muito interessante para que haja
trocas entre eles, companheirismo e brincadeiras", afirma Viviane
Scarpelo.
Três filhos? Nada que uma adaptação não possa resolver. A
Consultora Natura Kilma Coelho Paz, de Recife, é mão de Damine, 16
anos; Bruno, 14 anos; e Mariana, 5 anos. Com a chegada da terceira
filha, os dois mais velhos ficaram juntos e novamente o bebê ficou
em outro quarto. Isso, até Mariana ficar mais crescidinha. "Hoje,
as duas meninas dormem juntas em um quarto com decoração simples,
em tons mais femininos, e o menino fica sozinho em outro quarto",
explica Kilma.
Questão de
espaço
A psicóloga Viviane Scarpelo passa algumas dicas de como
orientar as crianças a dividirem o mesmo espaço:
-
Procure sempre conversar com seus filhos sobre a importância
do respeito de um pelo outro.
- Se
houver "birra" por parte de um dos filhos, sobretudo na hora
de dividir os brinquedos, procure orientar que é preciso
pedir pelo brinquedo e devolvê-lo ao irmãozinho.
- Tome
cuidado com os perigos que os brinquedos do filho mais velho
podem oferecer para o seu irmãozinho.
- Se
encontrar dificuldade no convívio entre seus dois filhos,
procure um piscoterapeuta familiar para melhor orientação.
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Texto
publicado na Revista da Natura 28/11//2007
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